25 Outubro 2020

Lei Seca vira aliada das seguradoras contra motoristas alcoolizados

Empresas não precisam pagar seguro para condutor alcoolizado. Testemunhas, vídeos e fotografias podem ser usados como prova do ilícito.

Levando em conta toda a frota de veículos da Teresina, a estimativa é que cerca de 30% da frota seja coberta por seguro. O valor da apólice pode variar de R$ 1.500 a R$ 8.000. Esse grande número de pessoas está atrás de segurança e economia para não serem surpreendidos na hora de um sinistro, que são os acidentes, roubos, furtos e falhas mecânicas.

Apesar dessa proteção, as seguradoras estão cada vez mais vigilantes em relação a motoristas que dirigem sob o efeito de álcool, já que as empresas de seguro não tem a obrigação de cobrir os prejuízos de um acidente, caso seja comprovado que o condutor estava alcoolizado. As mudanças na chamada Lei Seca fizeram com que as empresas ganhassem mais uma alternativa para ter essa comprovação.

“Quando fica comprovada a existência de álcool no condutor do veículo, o seguro não cobre. Para isso se faz necessário a perícia no local do acidente ou, quando há lesão nas pessoas, o prontuário médico, porque ele determina a forma como a pessoa chegou”, explica o corretor de seguros Juvenal Vila Nova.

Pelas novas normas da Lei Seca, testemunhas, vídeos e fotografias podem ser usados como prova do ilícito. A multa para esses casos é de R$ 1,915,30 e o condutor ainda pode ter a habilitação suspensa.